o pdt tá pensando em lançar o cristovão buarque. tem meu voto. se não lancar, voto nos tucanos, mas só se for o serra. o alckmin é um direitinha bobinho.
Por: Cláudio Bettega - 11:56 AM :: | Toque o seu acorde
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A Tragédia Grega
O culto a Dioniso
As encenações teatrais gregas derivaram dos cultos dedicados a Dionísio, o 13º deus do Olimpo, protetor das vindimas (que provavelmente originou-se da Ásia). Etimologicamente "Dionísio" significa o filho de Zeus (os romanos chamaram-no de Baco). Na época da colheita as comunidades rurais dedicavam ao deus festivo, cinco dias de folias ungidas com muito vinho, até provocar a embriaguez coletiva. Durante as bacantes, isto é, as festas dionisíacas, ninguém poderia ser detido e aqueles que estivessem presos eram libertados para participarem da festança geral.
O Corifeu e o Coro
Para entreter os participantes das festas bacantes, ajudando a passar o tempo, eram organizadas pequenas encenações, ora dramáticas, ora satíricas, coordenadas por um corifeu. Este torna-se um personagem chave na deflagração da encenação, apresentando-se como o mensageiro de Dionísio. Acompanhava-o um coro que tinha a função de externar por gestos e passos ensaiados os momentos de alegria ou de terror que permeavam a narrativa. O corifeu e o coro são os elementos básicos do Teatro, formam o ponto de partida da encenação que mais tarde assumirá algumas alterações bem definidas.
As Mênades (Bacantes)
As Mênades em festa
Antes de prosseguirmos na descrição dos espetáculos teatrais devemos fazer algumas observações sobre esse quase desconhecido culto a Dionísio, que penetrou subreticiamente na sociedade grega. Acredita-se que sua origem primeira veio da Trácia, sendo que as mulheres daquela região da Grécia foram suas principais adoradoras. Embriagadas ou simulando encontraram-se "possuídas", endemoninhadas, lançando sobre si cinzas e pó, as seguidoras de Dionísio refugiavam-se em locais ermos para, em contato com o ar livre e a natureza selvática, exorcizar a "possessão". Chamavam-nas de Ménades ou Bacantes e temos várias referências de grupos femininos que perambulavam pelas montanhas e bosques num estado de permanente frenesi, alimentando-se de ervas, bagas silvestres e leite de cabra selvagem. Segundo senso comum, Dionísio as alimentava. A origem psico-sociológica desse comportamento não foi ainda suficientemente avaliada, mas pode-se supor que derivasse de uma reação patológica à exclusão cada vez maior das mulheres da vida coletiva. O afastamento voluntário e a conseqüente entrega a um estado de possessão, seguidos de um tremor báquico, onde embriaguez e a devoração de animais se intercalavam, atuavam como uma terapia à sua crescente marginalização. Diga-se que essa bizarria não passou despercebida aos médicos e sociólogos gregos daquela época que a definiam como uma forma prosaica de loucura - o coribantismo. O atingido por tal loucura, excluídas as circunstâncias exteriores capazes de provocarem o fenômeno, via estranhas figuras, ouvia o som de flautas e caia num profundo paroxismo, sendo atacado por um furor irresistível de dançar. Portanto, o culto dionisíaco conservou, como um componente essencial, essas explosões imprevisíveis, anárquicas e passionais, que fizeram com que Nietzsche as identificasse como as autenticas manifestações de uma vitalidade aprisionada pela moral, pelo preconceito e pela razão.
Resistência a Dionísio]
Como não poderia deixar de ser, perante uma celebração tão subversiva dos costumes, houve enorme resistência por parte de reis e dos sacerdotes na aceitação do novo culto. A lenda, por sua vez, conservou o nome de Proteu, Rei de Tebas, que teria amargado um triste destino por ter-se oposto a ele. Com o decorrer dos tempos Dionísio tornou-se cada vez mais "respeitável". As festas dionisíacas transformaram-se num ritual cada vez mais organizado e disciplinado, recebendo uma cuidadosa atenção das autoridades civis e religiosas.
Apolo, o deus símbolo da racionalidade, da beleza e da inteligência, estendeu finalmente seus braços para Dionísio. Transpondo tal esquematização para a encenação teatral podemos afirmar que a Tragédia, como espetáculo, era a domesticação apolínea dos desregramentos de Dionísio. O Consciente dominando o Inconsciente; o Racional subordinando o Temerário; o Sol desvelando a Treva. Ao reproduzir frente ao público o inesperado, o passional, imaginava-se conter Dionísio, domesticando-o. Por isso entende-se a observação de Nietzsche que afirmou que os gregos foram obrigados a erguer dois altares na encenação teatral: um para Apolo e o outro a Dionísio.
Apolo, o sol, domesticador de Dionísio
Os Ditirambos
Acredita-se que o texto trágico resultou da evolução dos ditirambos (*) - as canções dedicadas a Dionísio. Surgiram, em seus tempos primeiros, sem nenhuma ordem, pois eram cantados por amigos embriagados que confraternizavam num banquete. Desde Aríon, o ditirambo passou a ser regularmente interpretado pelo coro, celebrando o começo da Primavera e a florescência das videiras, sendo alegres ou tristes conforme a disposição dos bacantes.
O texto trágico também resultou de um conjunto de outras expressões literárias, tal como a poesia lírica e a poesia épica. Quer dizer, quando a composição trágica começou a se constituir numa forma dramática de poderosa penetração popular, já havia uma longa tradição cultural cujas origens se perdem nos confins da história.
Por: Cláudio Bettega - 11:47 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
Could you
show me
which way
I should
go by
could you
kiss me
give me
some light
could you
let me try
I don' t want
to fear
just
to bear
I don' t want
to cry
My dreams are
the same
I am just a
thinker
lost in the
sky
But you
can help me
just being
exactly what
you are
The world
never changes
but we
could spend
our lives
in pure air
The night
belongs to us
life longs for
our evidence
that love
is the most important
god
Por: Cláudio Bettega - 11:30 AM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
tô fazendo o intensivo de férias no teatro saltimbancos. talvez consiga conciliar depois o curso regular com o pé no palco durante o ano. meu livro de poemas tá quase pronto, finalmente. teatro e poesia na veia todo dia, pra vida não ficar vazia.
Por: Cláudio Bettega - 2:29 PM :: | Toque o seu acorde
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será que o lula se reelege? ou teremos uma mudança na cultura política nacional? a merda sempre foi a mesma e apenas as moscas em volta dela é que mudavam. mas, com a possível volta dos tucanos, teremos agora um revezamento de moscas.
Por: Cláudio Bettega - 2:15 PM :: | Toque o seu acorde
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Quero escrever um texto navalha que rasgue, mesmo que distraído, o contexto estabelecido. Não suporto mais ver gente canalha dominando a voz das opiniões com seus discursos de parlapatões. Realidade podre, miséria de linguagem, miséria de pensamento, é só corrupção e libertinagem. Fora todos esses toscos, que os poetas assumam o poder e botem pra foder!!!!!!
Por: Cláudio Bettega - 2:12 PM :: | Toque o seu acorde
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sinto-me assim tão assim
que hoje nada sei
de mim
perdido no cruel
do mundo
não acho nem uma
pobre parada
relegada
quero minha essência
sendo cuspida em forma de arte,
de amor, não quero o
pavor que me persegue, me norteia
quero o sangue fervendo o caldo
da criação
quero a teia
da poesia mais louca
que minha torpe alegoria rouca
possa berrar
quero quero quero quero você comigo
num abrigo lindo e limpo
quero descortinar nosso cerne
quero tudo
que nos conserve
juntos sempre sempre sempre
preciso de paz
preciso de mais
preciso de tudo
preciso quero e vou
conquistar o
conteúdo
13.01.2006
Por: Cláudio Bettega - 12:15 PM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Janeiro 11, 2006
do bagaço da
laranja
tem quem faça
alimento
do bagaço da
minha pobre
cultura
cometo este
invento
nem sei o
que ele diz
nunca foi suco nem
caldo
não parece
poesia
não merece
respaldo
sou realmente
um ignaro
minha pobre sabedoria
aqui declaro
11.01.2006
Por: Cláudio Bettega - 1:45 PM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Janeiro 09, 2006
já publiquei esse texto antes, mas o sentimento hoje é o mesmo
Resisti o quanto pude. Mas a dor da criação me impunha impulsionar a mera caneta barata no papel sem luz nem um teclado a comandá-lo. Qualquer erro, minha função "delete" será um risco por sobre a palavra errada. Fico aqui pensando no quão chato será depois digitar este texto. E torço para que ele muito não se estenda. Mas seria isso possível? É possível controlar o desejo de se perder em qualquer noite já perdida dentro de qualquer bar, qualquer antro, qualquer canto cheio de (des)encanto? Os olhos que perscrutam outros olhos embaçados, outros olhos perdidos, outros olhos sem função... O pulsar, o emitir, transgredir a fo(ô)rma de qualquer respiro sincopado... Sinopses de absurdos que brotam de argumentos tolos, arremedos de frases que se querem criativas mas não abandonam a origem obsoleta.
Vai, caneta, vai. Tece a teia do enredo tosco, do regurgitar de vacuidades vocabulares. O mundo aí, em guerra e fome, e eu aqui, querendo que um poema um dia semeie a tempestade do amor à arte. A política em crise, a economia em crise, o homem em crise, e eu aqui. Estarei eu aqui em crise? Ou apenas derrubo o muro da paralisia para bem depor um sentimento roubado da minha própria alma encharcada de tédio? O quê vitamina a força do fraco? O quê enfraquece o eterno forte?
Palavra e sorte, campo de flores amarelas que exalam um "perfume" podre, de carniça. Que flores são essas? Que cheiro é esse? Onde foram parar os jardins infantes que decoravam quadros e lembranças? Apetrechos ignóbeis, heranças vacilantes. Os sábios não querem mais participar da transformação, hoje quem assume o poder são os pústulas. Meus amigos finalmente assumiram o poder. E se tornaram inimigos, assumiram o tom de farinha azeda do mesmo saco.
Vai, caneta, vai. Diga a que veio, preencha essas linhas de caderno barato. Caneta barata. Nem. Caneta brinde. Brindemos ao não. Brindemos ao nada. Brindemos ao mesmo. Brindemos ao sempre.
A escória perdida, sem chegada, sem nem ponto de partida. As janelas virtuais pigmentadas por luz vomitando as escrotices de linguagem pútreda. O Brasil (inter)ligado na mesma cagação.
E eu aqui. Interrompo meu quase dormir porque a caneta brinde me chamou. Chatuca. Agora tenho que ficar aqui, brincando de nada, em nada, pra nada.
Um lapso, um flerte, um interregno dentro do cotidiano de cada ano. E vem ano, e se foram anos.
23horas25minutos. Há um livro na cabeceira. Há um travesseiro e uma coberta. E há o dia seguinte, que já já vai invadir meu mundo. Os passarinhos começarão a sinfonia do amanhecer. (Puta merda, esse clichê me doeu, mas não pude evitar). E a brisa orvalhada da manhã trará um novo respirar. (E o pior é que tem gente que escreve textos e textos só calcados nesses clichezões). Sim, e eu, não seria uma construção genética de clichês? Clichês incrustrados nas células, no DNA? Clichês sincré(ô)t(n)icos da psicosociologia humana? Vai-te, chato. Melhor mesmo pegar o livrinho - outro amontoado de clichês - e calar-te. E amanhã a grita continuará sendo pela mudança do modelo econômico e pelo excesso de desemprego
Vai-te, chato. Cala-te e deita-te.
Por: Cláudio Bettega - 12:07 PM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Janeiro 04, 2006
Sentimento vazio. Ou de vazio. O ano começa e meu peito arde a falta do que não vem. Procuro indefinido o definido rumo mas não encontro e me amaldiçôo. "Por que esperar se podemos começar tudo de novo?". Mas não consigo começar, eu, que nem tenho nada pra recomeçar. O calor está aí e meu coração flameja as chamas do vácuo. Sina maldita de perdido ser perdido. As formas todas que busco estão acorrentadas numa masmorra de emoções desordenadas. As maçãs rosadas dos rostos do salvamento estão adoecidas e se empalideceram. As olheiras fundas por debaixo dos meus visores denotam o intrincado mundo em que vivo. Persisto. Se nada há pra recomeçar e nada consigo começar, me aconchego no abrigo da palavra. Que ela diga tudo,
pois.
Por: Cláudio Bettega - 2:39 PM :: | Toque o seu acorde
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minha voz ecoa o sentimento da vida que
quer a vida
quer a vitamina, a mente
desoprimida
de você quero o caule, o vértice,
um rico momento
a força de um novo invento
minha sina é garimpar melodia
na bela poesia
vamos nos deliciar com um
espírito sábio
nada de conhecimento ralo
quero a filosofia além da realidade
vamos descartar toda e qualquer
mediocridade
02/03.01.2006
Por: Cláudio Bettega - 10:50 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Janeiro 02, 2006
Um qualquer de fronte ao computador
Um nada querendo ser poeta
Manias de escrever sobre amores e fulgores
Perdido, nada sabe de estética
Falido, nada entende de poemas
Bandido, só entende de dor
Dói nele a última dessas
E a primeira, a segunda, e a décima sétima...
Poeta? Não, apenas um nada, um desatino
Um borra-botas sem destino...
Um sonhador sem ideal cumprido...
Chega!! Quero o sangue da ultima ferida...
Quero o valor da última conta
Quero o sol e o amor sem medida
Quero o mar e a canção destemida
Me entorpeço de cerveja e desmaio vomitando na latrina...
02.01.2006
Por: Cláudio Bettega - 4:43 PM :: | Toque o seu acorde
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O pouco do amor que depus já me deixou rouco
Amo-te como nunca amei ninguém
Amo-te como ninguém um dia amou alguém
Deponho migalhas e elas são fortes
Se depuser o todo ficarei em frangalhos
É muito amor para pouco tempo
Pouco espaço
Me deste um laço
E sou teu até o fim
Feliz de mim
Terei todos os dias uma proteção em forma de paixão
Serei um louco a roer o chão
Quero o prazer, o manancial total
Quero ser teu, quero ser teu tal
Meu amor amo-te amo-te amo-te
Amo-te amo-te amo-te amo-te
Sereia teia de emoção
Fulgor da minha contemplação
31.12.2005
Por: Cláudio Bettega - 4:40 PM :: | Toque o seu acorde
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Nascido em Curitiba - PR (onde resido), em 12.junho.1971
Formado em Publicidade e Propaganda.
Estudante de Teatro.
Poeta.
"O importante não é o que
fazem com você, mas sim o que
você faz com o que
fazem com você."
Jean Paul Sartre
"A arte nasce a partir
do momento em que viver
não é mais suficiente
para exprimir a vida."
"Só há duas coisas
realmente importantes
no mundo: o amor e a arte."
Oscar Wilde
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