Nestes dias passados
muitas coisas aconteceram
tudo contribuiu
para expandir a minha mente
sobretudo a graça divina
que os artistas da minha nova trupe
me concederam:
arte, amor, criatividade
paixâo, dedilusâo...
Meu leitores, termino com
uma pérola publicitária
dos anos 80:
o mundo é uma bola
com ping pong.
aahhh, my dreams will
survive
so long...
Por: Cláudio Bettega - 11:50 AM :: | Toque o seu acorde
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O Bush não é filho de uma mula. Respeitemos o simpático bichinho. Veio mesmo do Bush pai. O véio texano cagou, e do monte do estrume cheio de teor etílico surgiu, em geração espontânea, essa coisa escrota que hoje (des)governa o mundo.
Por: Cláudio Bettega - 9:38 AM :: | Toque o seu acorde
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Quinta-feira, Janeiro 20, 2005
CLÁUDIO CARINHO SHOW
Sim. Isso que tá escrito. Cláudio Carinho Show. Eu, o Cláudio Carinho - "meu carinho e meu beijo a todos vocês" - , e o Cláudio Carinho Show, o programa de auditório que faremos na escola de teatro Os Saltimbancos. Quer dizer, programa não, bagaceira debochada, sátira, crítica etc. Putz. Quero ver o que vai dar. Completei 33 há meio ano. Tava demorando pra alguém me pegar pra Cristo. Taí. Agora sou o Cláudio Carinho. Rá. Alguém aí tá a fins? Comendador Macedo, 330, dia 21, sexta, às 21 horas, 1,99 de entrada. Bom tomar Engov antes e depois. Meu carinho e meu beijo a todos vocês. Rá. Autógrafos pelo 306969171. Preço de promoção, e ainda personalizado.
Por: Cláudio Bettega - 10:25 AM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Janeiro 19, 2005
procuro por você
na madrugada fria
desbotada
quero seus olhos
iluminando
meu escuro
aquecendo
meu mundo
procuro por você
em qualquer parada
esquecida relegada
quero seus lábios
molhando meus olhos
aquecendo
meus lábios
as estrelas não me guiam
escondidas estão
além das nuvens
não encontro
você
não me
encontro
não sinto a
vida
vago agora
por essa avenida
perdida
31.12.2003
Por: Cláudio Bettega - 1:10 PM :: | Toque o seu acorde
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Não posso parar,
nem sequer consigo
dizer,gritar:
Socorro...
Estou caindo,caindo..
E cada queda no Infinito
é uma despedida...
Pensamentos incoerentes escorregam
comigo
pela escuridão absoluta
e silenciosa
do outro mundo.
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Por onde caminho não há luz,só trevas.
Por onde caminho só vejo sombras e vultos:
fantasmas de um passado distante, que eu luto para esquecer...
Mas ele é o monstro dos meus pesadelos, e quanto mais eu corro, mais ele se aproxima.
Posso sentir aqueles dedos gelados em minha pele.
O cheiro da morte invade os meus sentidos,
e exala daqueles dedos... e dos meus poros...
Ambos os poemas da querida amiga Alessandra Benatto
Por: Cláudio Bettega - 3:57 PM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Janeiro 17, 2005
Um dos DVDs a que mais re-assisto é do filme "A INCRÍVEL FÁBRICA DE CHOCOLATES", clássico da sessão da tarde dos anos 80. Li que Tim Burton estava refilmando, e agora, no Trash da Dra. Phibes, soube que está pronto. Como ela bem disse no blog, refilmagens do que já é bom são desnecessárias, mas vindo de Tim Burton, podemos esperar pelo menos algo inventivo. Espero que Tim não só mantenha a magia, como dê uma nova com seu toque especialíssimo. Já dá pra conferir uma mostra no Trailer. Wonka Dee Doo!!!!!
Por: Cláudio Bettega - 12:16 PM :: | Toque o seu acorde
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busco uma forma
exata
ou inexata
não importa
pode ser direita
ou torta
o que conta
o que vale
é expressar com força
de palavra pronta
cada detalhe
da minha vontade
de viver imerso
em poesia
pra ver o mundo
com os olhos
da harmonia
08.08.2002
Por: Cláudio Bettega - 10:47 AM :: | Toque o seu acorde
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Quinta-feira, Janeiro 13, 2005
um post poético de bate-pronto
sobre o dia de ontem e um novo encontro:
eu e robson, poetas de veia,
saímos pela cidade a rasgar as
escolas de teatros da vida e
vamos agora iniciar nova avenida:
um curso intensivo de férias
que parece muito legal
pra manter acesa nossa vontade
do aprender e do fazer teatral.
estamos animados,
vamos curtir muito,
fizemos novos e queridos amigos,
mas todos pareciam antigos.
tudo tudo realmente muito
bacana,
sobretudo a beleza ruiva
da querida Mariana.
Por: Cláudio Bettega - 10:03 AM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
Uma vista esperta pela janela aberta me banha o rosto nesta manhã quente. O sol nascente, os pássaros em festa, ah, viver é tudo me resta. Viver hoje é sentar aqui no computador e brincar com palavras, de prazer ou de dor. Escrevo minha peça, imodesto digo tá boa a beça, faço-a com gosto e sem nenhuma pressa. Nos intervalos da criação, navego na internet com imensa embarcação, vejo blogs, sites de jornais, tempero meu conhecimento com todos esses sais. Meus amigos com licença, mas o poeta da peça me espera, tenho que dar-lhe motivos pra viver, ainda tem a futura paquera, Anis será sua namorada, seu infinito bem-querer.
Por: Cláudio Bettega - 11:37 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Janeiro 10, 2005
Meu amigo Robson foi durante quatro anos seminarista. Desistiu. Abaixo a impressão que lhe restou do fato. Mais abaixo, um poema de noite mais antiga.
Compram-se almas:
Paga-se barato.
Entre nesse grupo:
Vamos fazer-te pobre,
Vamos fazer-te casto,
E o mais importante: obediente.
Obedeça a um ser
Que é como você é,
talvez não.
Seja uniformizado,
Vista-se de negro,
Seja assim!
Eu sou o teu deus.
Robson Oliver 09.01.2005
É agora que me calo sem saber o porquê. Que motivo há para tudo parar? Nas ruas sucumbem-se os podres seres. De boca fechada se vê cada movimento infame desses traidores vorazes, que devoram-se sem saber. Eu me calo diante das moças caladas de pó na cara. Sorrio quando, para todos, o sorriso parece banalidade. Sou eu e, apesar de tudo - de nada! - continuo a fazer tudo o que me cabe: poesia.
Robson Oliver 06.01.2005
Por: Cláudio Bettega - 8:47 PM :: | Toque o seu acorde
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Banda Larga
Esse é o nome da peça que comecei a escrever. O poeta protagonista não se conecta com o mundo, porque não tem banda larga. Mas não quero descrever só os problemas em relação à conexão primária dele - até esse foi o ponto de partida da idéia, sofro com minha conexão discada, mas isso já vou resolver, e não tem sido problema sério, mesmo assim. A questão é que o mundo tem problemas mais sérios: sociais, culturais, políticos, humanos. E cada vez que o poeta tenta entender isso, a conexão dele cai. Porque ele não tem banda larga para entender esse mundo - a banda em que ele vive não tem a dimensão que compreenda podridões. Ele sofre. O texto inicial, dado pelo poeta, está aí abaixo. Depois dele, seguem textos só em poesia, sendo o próximo imediato dado por Anis, a namorada do poeta, que é atriz, o drops do poeta de raíz estrela, raíz brilhante, raíz artista, como ele. Mas não vou mais colocar textos da peça aqui não, a não ser um ou outro poema legal que vá aparecendo e que seja a voz crítica do poeta. Por falar em crítica, vou rasgar algumas contra algumas figurinhas grotescas - na minha opinião e de várias pessoas que julgo sensatas - do meio político e cultural curitibano. Merde pra mim. I will break my legs, se Deus quiser.
"Minha essência é a arte. Sou mais alma que carne, sou mais emoção que razão. Sinto e crio mais do que penso, e quando penso, concluo que penso muito mais do que devo, porque vejo que o mundo é impuro, há muita podridão no seu relevo. O mundo exige muita atenção. Para entendê-lo, precisamos de uma boa conexão. O mundo pede que o enxerguemos através de uma Banda Larga. Eu tento me conectar, mas minha conexão cai. Eu vejo o podre do mundo, e me prostro. Será que para ter Banda Larga nós temos que aceitar tudo de ruim que ela nos traz? A aldeia já é global. A rede impera. E digo, faz tempo. Desde os primórdios, desde as cavernas. A rede de podridão começou quando o primeiro canalha mais forte tirou da mão de quem o julgava amigo um pedaço de carne. Começou aí a verdade. Começou aí o nosso acesso às relações humanas que vingam mais. O poder do forte frente ao fraco. Mas o que nos honra sermos homens é imaginar a possibilidade de que cada desenho antigo numa caverna pré-histórica foi feito por um fraco. Foi feito na hora da dor do ser usurpado. Honra-me também saber que tiro arte da minha dor. Mas o que me deixa feliz é constatar que crio poesia também na mais pura alegria. O que me faz forte é saber que minha poesia se cria sem uma banda larga. O que me enleva é saber que os poetas tem acesso íntimo à pureza do humano, desde os tempos do papiro. Eu não preciso de imprensa, eu não preciso de papel, eu não preciso de uma Banda Larga que me conecte à rede podre do mundo. Com um graveto riscando uma areia de praia, posso tecer uma teia de poesia que me desmaia. Vamos ao amor, que a noite é infinita e o dia é paralelo a ela."
Por: Cláudio Bettega - 4:56 PM :: | Toque o seu acorde
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esse calor miserável aliado ao terreno úmido aqui de casa trouxe lagartixas pra dentro do meu escritório!!! ugh!!! ainda se elas ficarem por aqui longe de mim, comendo suas mosquinhas e aranhias, tudo bem. mas ai dessas filhas da puta se atentarem contra a vida dos meus bichinhos da parmalat! humpf!!
Por: Cláudio Bettega - 9:46 PM :: | Toque o seu acorde
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Guardanapos molhados do bar Café do Teatro me foram companhia por uns intantes, ontem. Esperando por Robson, desovei um poema e esboços, depois de um insight, da peça que vou escrever a partir de hoje a tarde. Fala de um poeta, de poesia, de crítica social, cultural e política. Como fico falando disso o dia inteiro, vai ser fácil transformar em texto pra teatro todas essas idéias. Mais abaixo do meu poema, aqui no post, está a homenagem que Robson me prestou, depois de termos nos dirigido ao Café e Cultura. Robson é poeta duca, estudante de filosofia e um puta ator.
eu não quero dar de cara com você
eu não quero dar de cara com o amor
eu não quero dar de cara com o querer
meu prazer por você me causa dor
os meus sonhos não me permitem ir além
meus sonhos sonham mas não me fazem bem
eu preciso estar sozinho pra viver
eu preciso não ter você nem mais ninguém
a vida me usurpou um bem maior
a vida me impediu de ser melhor
melhor é relativo e fico aqui
melhor pra mim é aqui como eu estou
no bar eu tomo um gole de pavor
sozinho trago a cerva sem sabor
me resta nesta vida um só valor
a arte a poesia o som a cor
em 06.01.2005, by chfb
Saiu atropelando esquinas, formando pequenos grupos de curiosidade, que diante de si paravam a ouvir seus talentosos e verdadeiros discursos. Cada bar conheceu! Explorou! E foi num copo de uma mistura alcoólica qualquer que afogou tudo aquilo que o tentava afogar. Brilhou na rua, deu espetáculo, aplaudiu os mendigos com sua arte tão sua. Por fim, no fim da noite, adormeceu por ser humano, para no outro dia um novo espetáculo dar. Faz parte: é estrela! é poeta!!!!
em 06.01.2005, by robson oliver
Por: Cláudio Bettega - 9:48 AM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Janeiro 05, 2005
Embora formado em Publicidade - e ainda não atuante no mercado - vivo uma relação infernal de amor e ódio com ela. Pelo que ela representa de bom em termos de criatividade, progresso, e pelo que representa de deletério em termos sociais - na questão da formação moral, psicológica e intelectual do ser-humano. E também me meto a escrever literatura, mais poesia que prosa, em ambas sendo nanico, tenho muito a desenvolver. Mas um dia fiquei pensando como seria um rasgo de revolta de um escritor gabaritado frente à analfabetalha brasileira. E terminei o conto - ou sei lá o quê - com um desengasgo que demonstra que no dia eu estava com ódio da Publicidade.
REVOLTA
Se você de fato soubesse o que mais me importa nesta vida toda, já teria flexibilizado suas exigências, e então eu iria trafegar, mesmo que lentamente, por vielas inusitadas, e traçar dramas insólitos no computador, porque o que realmente me interessa é liberdade, liberdade para pensar, para criar, para viver e sonhar e seguir veios modernos da composição literária, que nunca esqueçam da magia dos clássicos, e que também incorporem referências da cultura pop pós anos oitenta. Mas não, você me deixa preso neste quarto escuro de uma criação desqualificada e viciada, ironizando com sua frieza crítica qualquer possibilidade de renovação. Sim, eu sei que é você que me alimenta e publica, mas eu preciso de um pouco - ou um monte, diria mesmo! - de autonomia criativa, aahh!!, quero sair das masmorras enclausurantes, quero romper as amarras inibidoras, quero chutar a bunda de tudo que coibe minha real vontade de berrar e pular e citar este ou aquele a quem presto minhas reverências.
Não, não posso mais viver - vegetar ! - sob sua responsabilidade, quero estillhaçar o pacto que firmamos, mesmo sabendo que minha alma está penhorada, prefiro viver sem alma a ter que perder minha imaginação, castrada que está a pobre pela força ignorante e desmesurada de fagulhas de idéias e concepções que não se adaptam ao meu estilo.
Queime, isso, queime estes originais, vamos, queime, quer ajuda?, ajudarei, não preciso mais da presença desse lixo, desse amontoado de frazes escrotas, não quero mais nenhum rasgo de literatura de almanaque. Fama?? Ó Ó, ora, vem você falar-me de fama, quem conquistou a fama não fui eu, foi esse amontoado de clichês que não me representam e que você forçou-me a produzir, e que tiveram repercussão impulsionados pelas suas estratégias de marketing e propaganda e pela sua influência junto ao atual mercado de merda das livrariazinhas nacionais, todas comandadas por empresários incultos e caça níqueis que vivem de livros de auto-ajuda e de exoterismo. E, sobretudo, meu caro, num país cuja cultura atual é comandada por pagodeiros, cantores breganejos, jogadores de futebol e programas televisivos que vivem de expor bundas de modelos, é facil vender livros idiotas a leitores analfaburros.
Ah, cara, sabe do que mais????????? Abra uma agência de publicidade.
Por: Cláudio Bettega - 3:45 PM :: | Toque o seu acorde
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SILÊNCIO !!:
POETA PRODUZINDO.
Tarde quente
idéia ardente
bem tratada
no papel.
Um pouco de
trabalho
pra que nasça poesia
a granel.
Por: Cláudio Bettega - 2:35 PM :: | Toque o seu acorde
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eu sou passageiro, eu rodo sem parar...
Por: Cláudio Bettega - 3:06 PM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Janeiro 03, 2005
Há onze anos, no primeiro de janeiro de 1994, mandei esse aí. Acho que ainda tá valendo, né não?
O primeiro poema do ano
A gente escreve com carinho
E também sem nenhum engano
Para trilhar bem o novo caminho
É novo janeiro nascendo
Desigual de todos os outros
Depois fevereiro chegando
Março, abril, novos encontros
Vai ano, entra ano, com eles a poesia
Mês a mês novos versos
Procurando colocar em harmonia
Os vários sentimentos dispersos
Por: Cláudio Bettega - 10:26 AM :: | Toque o seu acorde
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Nascido em Curitiba - PR (onde resido), em 12.junho.1971
Formado em Publicidade e Propaganda.
Estudante de Teatro.
Poeta.
"O importante não é o que
fazem com você, mas o que
você faz com o que
fazem com você."
Jean Paul Sartre
"A arte nasce a partir
do momento em que viver
não é mais suficiente
para exprimir a vida."
"Só há duas coisas
realmente importantes
no mundo: o amor e a arte."
Oscar Wilde
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