Quarta-feira, Março 31, 2004




Resisti o quanto pude. Mas a dor da criação me impunha impulsionar a mera caneta barata no papel sem luz nem um teclado a comandá-lo. Qualquer erro, minha função "delete" será um risco por sobre a palavra errada. Fico aqui pensando no quão chato será depois digitar este texto. E torço para que ele muito não se estenda. Mas seria isso possível? É possível controlar o desejo de se perder em qualquer noite já perdida dentro de qualquer bar, qualquer antro, qualquer canto cheio de (des)encanto? Os olhos que perscrutam outros olhos embaçados, outros olhos perdidos, outros olhos sem função... O pulsar, o emitir, transgredir a fo(ô)rma de qualquer respiro sincopado... Sinopses de absurdos que brotam de argumentos tolos, arremedos de frases que se querem criativas mas não abandonam a origem obsoleta.
Vai, caneta, vai. Tece a teia do enredo tosco, do regurgitar de vacuidades vocabulares. O mundo aí, em guerra e fome, e eu aqui, querendo que um poema um dia semeie a tempestade do amor à arte. A política em crise, a economia em crise, o homem em crise, e eu aqui. Estarei eu aqui em crise? Ou apenas derrubo o muro da paralisia para bem depor um sentimento roubado da minha própria alma encharcada de tédio? O quê vitamina a força do fraco? O quê enfraquece o eterno forte?
Palavra e sorte, campo de flores amarelas que exalam um "perfume" podre, de carniça. Que flores são essas? Que cheiro é esse? Onde foram parar os jardins infantes que decoravam quadros e lembranças? Apetrechos ignóbeis, heranças vacilantes. Os sábios não querem mais participar da transformação, hoje quem assume o poder são os pústulas. Meus amigos finalmente assumiram o poder. E se tornaram inimigos, assumiram o tom de farinha azeda do mesmo saco.
Vai, caneta, vai. Diga a que veio, preencha essas linhas de caderno barato. Caneta barata. Nem. Caneta brinde. Brindemos ao não. Brindemos ao nada. Brindemos ao mesmo. Brindemos ao sempre.
A escória perdida, sem chegada, sem nem ponto de partida. As janelas virtuais pigmentadas por luz vomitando as escrotices de linguagem pútreda. O Brasil (inter)ligado na mesma cagação.
E eu aqui. Interrompo meu quase dormir porque a caneta brinde me chamou. Chatuca. Agora tenho que ficar aqui, brincando de nada, em nada, pra nada.
Um lapso, um flerte, um interregno dentro do cotidiano de cada ano. E vem ano, e se foram anos.
23horas25minutos. Há um livro na cabeceira. Há um travesseiro e uma coberta. E há o dia seguinte, que já já vai invadir meu mundo. Os passarinhos começarão a sinfonia do amanhecer. (Puta merda, esse clichê me doeu, mas não pude evitar). E a brisa orvalhada da manhã trará um novo respirar. (E o pior é que tem gente que escreve textos e textos só calcados nesses clichezões). Sim, e eu, não seria uma construção genética de clichês? Clichês incrustrados nas células, no DNA? Clichês sincrônicos da psicosociologia humana? Vai-te, chato. Melhor mesmo pegar o livrinho - outro amontoado de clichês - e calar-te. E amanhã a grita continuará sendo pela mudança do modelo econômico e pelo excesso de desemprego
Vai-te, chato. Cala-te e deita-te.

30.03.2004




Por: Cláudio Bettega - 8:14 AM :: | Toque o seu acorde
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Terça-feira, Março 30, 2004






Se, depois dos meus sonhos, vierem os
gritos rasgantes da alegria incontida;
se a mente agraciar os termos profundos do
clamor ao belo;
se meus olhos penetrarem com brilho os
museus e transformarem aflições em felicidade;
então poderei entregar a ti todo o meu amor, e
fazer do lugar escolhido a tenda dos prazeres e fulgores,
sacrificando um passado torpe para dar lugar
à vida, esquecida ela está embaixo da
ferida.

22.07.2000






Por: Cláudio Bettega - 9:23 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Março 29, 2004



Hoje é aniversário de Curitiba. 311 anos. Não, não vou colocar fotos de pontos turísticos pra inglês ver, não vou falar da revolução urbana ou da (falta de) qualidade de vida. Não vou cantar parabéns pra você, não vou colocar poemas do Leminski nem falar do vampiro Dalton Trevisan. Não vou falar da autofagia da classe artística, do provincianismo da burguesia nativa ou da ignorância da geração de idosos. Acho que nem tô a fins de caminhar pelo calçadão da Rua XV hoje. Vou apenas respirar um ar mais orgulhoso, e quem sabe derramar algumas lágrimas de emoção e agradecimento por aqui ter nascido. Cidade fela da puta, que não quero te deixar, e nem você me deixa te deixar!!!!


Por: Cláudio Bettega - 10:02 AM :: | Toque o seu acorde
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Sábado, Março 27, 2004



"A felicidade é você ter um monte de pedras nas mãos e não precisar atirá-las em ninguém"
(Hélio Leites - buttonmakerperformergraficdesignermultimidiaman)





Por: Cláudio Bettega - 2:45 PM :: | Toque o seu acorde
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O mais engraçado é que li na capa de um jornaleco, exposto numa banca, que o Coxa precisa "impor duas goleadas" pra ser primeiro do grupo e escapar do perigo da repescagem. Quá!!! quá!!! quá!!! Pra pegar repescagem, tem que ser segundo do grupo, e o Coritiba Pimbolim Clube vai mesmo ficar em úrtimo. Vidinha de arrabalde é trisssssssste!!!


Por: Cláudio Bettega - 10:40 AM :: | Toque o seu acorde
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Sexta-feira, Março 26, 2004



chfb desejaria ser uma mosca iluminada a pousar em sopas frias e ralas e transformá-las em caldos quentes e substanciosos de amor, cultura e liberdade.




Por: Cláudio Bettega - 11:28 AM :: | Toque o seu acorde
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Quinta-feira, Março 25, 2004










Por: Cláudio Bettega - 8:57 AM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Março 24, 2004


Foi difícil para mim a aula de teatro no Domingo. Havia exercícios que exigiam um preparo físico que não tenho, minha perna ainda está muito gorda e fraca e minha coluna um lixo. Mas será interessante o aprendizado dos movimentos, está sendo uma terapia, e espero que , com o tempo, nas aulas de hidroginástica, meu físico melhore. Vou tb a um massagista de técnicas orientais que a Vanessa, minha professora que dá aulas à minha turma junto com o Alexandre, indicou. Putz, houve enfrentamento de platéia, quando você caminha solto, aterrado, com os olhos voltados a um foco fixo, pára e encara o pessoal. No meu caminhar, ficou evidente meus desvios de postura, e eu estava pouco aterrado, pouco colado ao palco imaginário. E quando encarei a galera, genial, ninguém leu meus olhos, eu estava voltado para uma janela e esquecera de tirar os óclidos. Reflexos na lente... Ê, Cráudio véio...


Por: Cláudio Bettega - 11:43 AM :: | Toque o seu acorde
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Terça-feira, Março 23, 2004



Por quê o livro Trapo é minha bíblia.



Eu entrei na Puc em 1989, no curso de Publicidade e Propaganda. Tinha depressão, psicoses etc. Saí em 1990, completamente alterado, fora da realidade, e comecei a tomar remédios. Eles me deram consciência de que estava tudo errado, e caí em depressão profunda, passando o ano inteiro de 1991 em casa. Nesse ano, consegui ler apenas dois livros. Um deles foi Estorvo, do Chico Buarque, que estava sendo lançado e todo mundo leu. Remexendo minhas coisas, encontrei um jornalzinho produzido em 1990 por alguns alunos de comunicação da Federal em conjunto com meu amigo Mário, no qual saiu uma crônica minha. Nesse jornalzinho havia uma entrevista com Cristóvão Tezza, na qual ele detalhava o seu romance Trapo. Pedi para meu pai comprar. Li, devorei, em uma tarde. É a história de um poeta e publicitário curitibano ( a história é ambientada em Curitiba), de vinte anos, que se suicida. Eu tinha vinte anos, pensava em suicídio pela depressão, queria ser publicitário e poeta. O Trapo me incentivou a escrever poesia. E o livro tem uma construção maravilhosa, alternando os relatos do professor Manuel, que recebe a obra de Trapo deixada num caixote na pensão onde morava, e as intesecções dos poemas e cartas do próprio Trapo. O interessante é que no posfácio do livro, Leminski deixa a entender que não gostou do livro. Um posfácio não elogioso, coisa rara.
Acho que cheguei a ler esse livro umas sete vezes. E já estou com saudades, quem sabe não comece a lê-lo novamente nesta semana??

Por: Cláudio Bettega - 11:42 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Março 22, 2004



NÃO IREMOS!!!!!

Escrevo do Memorial de Curitiba. Acabo de encontrar meu amigo Mário Augusto Lopes, desolado, no supermercado da praça Tiradentes. Ele estava desde às nove e meia da manhã para comprar nossos ingressos ao Curitiba Pop Festival, no dia do show do Pixies. A questão é que acabaram os ingressos cedo, e enrolaram o Márião e todo mundo até às 17:30. Saí da peça de rua " A Barrigada", que faz parte do Festival de Teatro de Curitiba, nas Ruínas, e encontrei o cara. Sinto pela desorganização. Mas sinto mais por meu amigo Mário, um erudito Pop, não poder ver uma de suas bandas preferidas. Organizadores do Curitiba Pop Festival, vocês são uns filhos da puta!!!!!




Por: Cláudio Bettega - 6:57 PM :: | Toque o seu acorde
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Caralho, que dor nas costas!!!!!




Por: Cláudio Bettega - 8:29 AM :: | Toque o seu acorde
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Sexta-feira, Março 19, 2004



"O importante não é o que fazem com você, e sim o que você faz com o que fazem com você."
Jean Paul Sartre




Por: Cláudio Bettega - 10:40 AM :: | Toque o seu acorde
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Quinta-feira, Março 18, 2004



Então, não contei mais sobre as aulas de teatro. Começaram no domingo, às nove, mas havia pouca gente devido à forte chuva. A partir de agora, serão aos domingos das 10 às 14. Começamos com um exercício bem legal, de caminhar pelo tablado, respirações, trocas de energia. Domingo agora dois alunos, eu entre eles, levarão objetos importantes que fazem parte da vida pra contar a história dela. Claro, vou levar meu bonequinho do Angus Young e o livro Trapo, do Cristóvão Tezza. Por falar nele, estive ontem em mais uma tarde de entrevistas com escritores no auditório do HSBC; é um projeto bancado pela lei de incentivo do estado, de entrevistas com escritores paranaenses cujos vídeos serão distribuídos em escolas. Quem sabe sejam exibidos na TVE tb. E ontem o Cristóvão estava lá, e assinou todos os livros dele que tenho, inclusive minha bíblia "Trapo". A história do porquê Trapo ser minha bíblia, conto outro dia.


Por: Cláudio Bettega - 12:15 PM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Março 17, 2004



minha janelinha em branco
batuco letras nela que formem boas frases/versos
e depois um bom poema
sem estratagema
saído de um poeta da gema
um poema para nos tirar da vida
qualquer ferida
e nos dar vontade
de sentir o mundo
cheio de amor e
bondade


Por: Cláudio Bettega - 1:56 PM :: | Toque o seu acorde
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Terça-feira, Março 16, 2004


E esse dá a mó liga com os de ontem, dá não?






Por: Cláudio Bettega - 11:00 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Março 15, 2004


Dá a mó liga nisso tudo aí, dá não?






Por: Cláudio Bettega - 5:14 PM :: | Toque o seu acorde
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Domingo, Março 14, 2004


14 de Março, DIA DA POESIA!!!!

Claro, vamos comemorar com um poeminha que fiz hoje!!!


Dia da poesia...
Dia do que me
arde
como arte
na alma
na carne
Dia do que faz parte
todo o sempre
da vida
completamente
Dia da poesia
dia da melancolia
da magia e da
mais completa
alegria

Por: Cláudio Bettega - 1:28 PM :: | Toque o seu acorde
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Sábado, Março 13, 2004





Tell me the truth:
Who am I?
What am I?

I am lost in
this world,
looking for a job,
for some money,
for someone to be
my honey.

I like to
write poetry,
I want to be an
artist,
but I just listen that
I need to be
realist.

Reality doesn't feel me
like I can feel the soul of
life,
and for me this is
sufficient,
this is the
most right.

Money can't pay
dignity,
the great and
most important
way.

I want to see
love in humanity,
listen sensible songs;
I want a world for
which all people
belongs.

Come with me!
Let's read poetry at
squares,
let's make beautiful words
be the principal
wares.

21.02.2004





Por: Cláudio Bettega - 2:17 PM :: | Toque o seu acorde
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Sexta-feira, Março 12, 2004



Estou ansioso pra começar logo as aulas de teatro. Teria sido no sábado passado, mas a turma não fechou ainda. Talvez comece domingo agora, eles dão uma adaptada nas turmas, e mais tarde passa a ser normal, segundas e sábados. Comprei duas máscaras lindas, da tragédia e da comédia. Tenho uma parede cheia de máscaras do mundo todo, que ganhei de pessoas que viajaram ou comprei aqui mesmo. As máscaras do teatro ficaram lindas lá.


Por: Cláudio Bettega - 1:08 PM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Março 10, 2004



MOMENTO CARAS.



Esse é seu Laudelindo Silva. Ele é um dos muitos brasileiros que progrediram no ano passado, diversificando seus negócios, em decorrência das mudanças substanciais empreendidas pelo governo Lula. Seu Laudelindo trabalha como carrinheiro, mas catava apenas papelão usado nas imediações da Vila Pinto, onde mora, em Curitiba. Mas o negócio se tornou um pouco mais problemático, óbviamente porque o papel molha fácil. Então, seu Laudelindo aumentou um pouco sua área geográfica de trabalho, carregando seu carrinho até bairros nobres da capital paranaense, nos quais encontra muitas latinhas de cerveja e refrigerante jogadas nas calçadas (o Curitibano é um povo muito educado). Essas latinhas aumentaram muito ultimamente, e é aí que está a mão do magnífico governo Lula. Com a transferência de renda, pessoas mais aquinhoadas bebem mais desses produtos. Juntando 160 latinhas, seu Laudelindo forma um quilo, e por ele ganha 2 reais.
Mas os progressos na qualidade de vida de seu Laudelindo não param por aí. Ele tinha uma dieta à base apenas de carboidratos - comia restos de uma risoteria perto de casa. Como ele caminha agora por bairros diferentes, encontra muita carne em lixos de restaurantes refinados. Assim, seu Laudelindo faz um equilíbrio melhor entre carboidratos e proteínas.
Ouvido pela nossa reportagem, seu Laudelindo se julga um brasileiro consciente de seu papel na maravilhosa economia informal que cresce como enchente no Brasil, fazendo de nosso País um exemplo de como enriquecer sem pagar impostos. Bola branca para o governo Lula.




Por: Cláudio Bettega - 11:26 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Março 08, 2004



Hoje é dia internacional da mulher!!! Parabéns, delícias!!! Mas, na real, acho que todo dia é dia das gostosas, todo dia é dia de fazê-las felizes, de levá-las aos orgasmos múltiplos!! E, nesse dia tão mágico, uma piadinha inocente: "Por que a mulherada precisa de homens? Porque vibrador não tem Mastercard"... kkkkkkkkkkk Parabéns pelo dia, razões da vida!!!


Por: Cláudio Bettega - 7:34 AM :: | Toque o seu acorde
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Domingo, Março 07, 2004



Acho que já publiquei essa letra. Mas é que ando sempre tão à flor da pele...

flor da pele
(zeca baleiro)


ando tão à flor da pele
que qualquer beijo de novela me faz chorar
ando tão à flor da pele
que teu olhar flor na janela me faz morrer
ando tão à flor da pele
que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
ando tão à flor da pele
que a minha pele tem o fogo do juízo final
um barco sem porto sem rumo sem vela cavalo sem sela
um bicho solto um cão sem dono um menino um bandido
às vezes me preservo noutras suicido
às vezes me preservo noutras suicido

* (oh sim eu estou tão cansado mas não pra dizer
que não acredito mais em você
...eu não preciso de muito dinheiro graças a deus
...mas vou tomar aquele velho navio
aquele velho navio)


um barco sem porto sem rumo sem vela cavalo sem se-la
um bicho solto um cão sem dono um menino um bandido
às vezes me preservo noutras suicido


* citação de "vapor barato" (jards macalé e wally salomão)




Por: Cláudio Bettega - 6:01 PM :: | Toque o seu acorde
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Sexta-feira, Março 05, 2004




GRANDES CANALHAS DA HISTÓRIA UNIVERSAL:

Giovanni Gionédis, Domingos Moro (mó boiola), Antônio Lopes et caterva e toda a corja espúria de jogadores (incluindo o bichado Aristizábal) do Coritiba Pimbolim Clube são os maiores

GRANDES CANALHAS DA HISTÓRIA UNIVERSAL.


Por: Cláudio Bettega - 1:40 PM :: | Toque o seu acorde
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Terça-feira, Março 02, 2004




esse teu olhar
se grande angular
varre o mundo
me deixa de lado
mas se teleobjetivo
me devassa a fundo
enxerga a paixão
no coração
descobre o íntimo
no compasso rítmico
da bomba de sangue
que te ama
TUMtumTUMtumTUMtum
força do amor
gostoso sabor
da graça que és
do desejo que sinto
instinto
te mostro meu ser
sou todo teu

em 31.05.2001, by chfb.



Por: Cláudio Bettega - 6:00 PM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Março 01, 2004



Hoje me matriculei num curso de teatro. Galã das peças não vou poder ser, pelo andar do "engordamento", vou ser algum monsenhor barrigudo. Nada, vou brincar um pouco, liberar o corpo e a mente. Acho que vai ser bem legal!!




Por: Cláudio Bettega - 4:06 PM :: | Toque o seu acorde
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Cláudio Bettega (chfb)

 Nascido em Curitiba - PR (onde resido), em 12.junho.1971  

Formado em Publicidade e Propaganda.
Estudante de Teatro.
Poeta.

"O importante não é o que fazem com você, mas o que você faz com o que fazem com você"
Jean Paul Sartre

"A arte nasce a partir do momento em que viver não é mais suficiente para exprimir a vida"

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