Quarta-feira, Dezembro 31, 2003


PASSAGEM DO ANO
Carlos Drummond de Andrade


O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com
sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão .

O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...

Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a
morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar,
o recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.

Surge a manhã de um novo ano.

As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.






Por: Cláudio Bettega - 9:43 AM :: | Toque o seu acorde
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Terça-feira, Dezembro 30, 2003


"(...) Uma hora da madrugada. Faz frio neste agosto de 1978. Resolvo sair, finalmente.
Ah diabólica noite de Curitiba! Pesada cerração e um frio de ossos, de cemitério, de cidade morta, de sombrio esquecimento. Ah amontoado de ódios, de bílis, de rancores e frustrações neste alinhamento de prédios, casas, quintais, guardas, árvores secas, caminhos de expressos, lúgubres postes de luz mortiça, prostitutas roxas de minissaias, travestis de narizes grandes e joelhos ossudos, motoristas de táxis sonolentos em seus casulos alaranjados. (...)."


O livro "Trapo", de Cristovão Tezza, é sobre um pretenso poeta de vinte anos que se suicidou, no final da década de setenta, em Curitiba, cuja "obra" chega às mãos de um professor aposentado, através da dona da pensão na qual ele, Paulo "Trapo", o suicida, morava. Só consegui ler dois livros no ano de 1991, quando tinha vinte anos e minha depressão estava no auge. "Estorvo", do Chico, lançado naquele ano, e "Trapo". Eu tinha idéias suicidadas, era metido a tentar escrever poemas... Elegi Trapo como um verdadeiro amigo, e o livro foi uma espécie de Bíblia. Minha avó, na época com oitenta anos, dizia que o livro me fazia mal, que eu falava em suicídio por causa dele. Contei, em uma carta, toda essa história ao Cristovão Tezza há algum tempo, que me respondeu atenciosamente.
Hoje penso em me recuperar totalmente, viver a vida, esperar por todos os anos vindouros com muita fé, trabalhar, conhecer mais gente legal (neste ano conheci pessoas maravilhosas através da internet), e amar - amar a vida, amar alguém, amar o amor.




Por: Cláudio Bettega - 10:09 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Dezembro 29, 2003



"Eu vivo sem saber
Até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei
Da onde vem o tiro..."




Por: Cláudio Bettega - 9:21 AM :: | Toque o seu acorde
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Quinta-feira, Dezembro 25, 2003








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Terça-feira, Dezembro 23, 2003




PAPAI NOEL ÀS AVESSAS
Carlos Drummond de Andrade



Papai Noel entrou pela porta dos fundos
(no Brasil as chaminés são impraticáveis),
entrou cauteloso que nem marido depois da farra.
Tateando na escuridão torceu o comutador
e a eletricidade bateu nas coisas resignadas,
coisas que continuavam coisas no mistério do Natal.
Papai Noel explorou a cozinha com olhos espertos,
achou queijo e comeu.

Depois tirou do bolso um cigarro que não quis acender.
Teve medo talvez de pegar fogo nas barbas postiças
(no Brasil os Papais-Noéis são todos de cara raspada)
e avançou pelo corredor branco de luar.
Aquele quarto é o das crianças.
Papai entrou compenetrado.

Os meninos dormiam sonhando outros natais mais
lindos
mas os sapatos deles estavam cheinhos de brinquedos
soldados mulheres elefantes navios
e um presidente de celulóide.

Papai Noel agachou-se e recolheu aquilo tudo
no interminável lenço vermelho de alcobaça.
Fez a trouxa e deu o nó, mas apertou tanto
que lá de dentro mulheres elefantes soldados presidente
brigavam por causa do aperto.

Os pequenos continuavam dormindo.
Longe um galo comunicou o nascimento de Cristo.
Papai Noel voltou de manso a cozinha,
apagou a luz, saiu pela porta dos fundos.

Na horta, o luar de Natal abençoava os legumes.




POEMA DE NATAL
Vinicius de Moraes



Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre o berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje à noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.




Desejo a todos os meus leitores um Natal de sonhos,
de sonhos de criança...







Por: Cláudio Bettega - 8:57 PM :: | Toque o seu acorde
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PÉROLAS...


"Quem faz fofoca é a mulher, o homem amplia seus conhecimentos gerais."


"Se você ainda não encontrou a pessoa certa, vai comendo a errada mesmo..."


"A diferença entre a mulher e o homem????
A mulher está sempre pronta para o que der e vier e o homem está sempre
pronto para quem vier e der."


"Passado de mulher é igual a cozinha de restaurante: melhor não conhecer
senão você não come."


"O chifre é como o consórcio...quando você menos espera é contemplado."


"O duro não é carregar o peso do chifre......... é sustentar a vaca."


"Mulher é tão bom, mas tão bom que quem não gosta tem mais é que tomar no cu
mesmo!"





Por: Cláudio Bettega - 9:28 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Dezembro 22, 2003


Finalmente Tarantino vai voltar a bombar
em nossas telas!!!!





Por: Cláudio Bettega - 11:48 AM :: | Toque o seu acorde
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Sábado, Dezembro 20, 2003








Por: Cláudio Bettega - 9:39 AM :: | Toque o seu acorde
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Sexta-feira, Dezembro 19, 2003




umas poucas brasas
no carvão
da churrasqueira
carne queimada
cerveja não mais gelada
companhias domingueiras
o sol vai-se escondendo
café fervido
pão envelhecido
maioneze azeda
faço-lhe então
outra vez a proposta
você me olha
e diz:
"vai se fudê
sujeitinho de bosta".

04.08.2000




Por: Cláudio Bettega - 11:17 AM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003



SEGREDOS
(Frejat)


EU PROCURO UM AMOR
QUE AINDA NÃO ENCONTREI
DIFERENTE DE TODOS QUE AMEI
NOS SEUS OLHOS QUERO DESCOBRIR
UMA RAZÃO PARA VIVER
E AS FERIDAS DESSA VIDA
EU QUERO ESQUECER
PODE SER QUE EU A ENCONTRE
NUMA FILA DE CINEMA
NUMA ESQUINA OU NUMA MESA DE BAR


PROCURO UM AMOR
QUE SEJA BOM PRA MIM
VOU PROCURAR, EU VOU ATÉ O FIM
E EU VOU TRATÁ-LA BEM
PRA QUE ELA NÃO TENHA MEDO
QUANDO COMEÇAR A CONHECER
OS MEUS SEGREDOS


EU PROCURO UM AMOR
UMA RAZÃO PARA VIVER
E AS FERIDAS DESSA VIDA
EU QUERO ESQUECER
PODE SER QUE EU GAGUEJE
SEM SABER O QUE FALAR
MAS EU DISFARÇO
E NÃO SAIO SEM ELA DE LÁ


PROCURO UM AMOR
QUE SEJA BOM PRA MIM
VOU PROCURAR, EU VOU ATÉ O FIM
EU PROCURO UM AMOR
QUE SEJA BOM PRA MIM
VOU PROCURAR, EU VOU ATÉ O FIM



Por: Cláudio Bettega - 1:59 PM :: | Toque o seu acorde
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EPIGRAMA
La Fontaine



Amar, foder: uma união
De prazeres que não separo.
A volúpia e os desejos são
O que a alma possui de mais raro.
Caralho, cona e corações
Juntam-se em doces efusões
Que os crentes censuram, os loucos.
Reflete nisto, oh minha amada:
Amar sem foder é bem pouco,
Foder sem amar não é nada.



Por: Cláudio Bettega - 12:55 PM :: | Toque o seu acorde
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Angeli é muito, muito, muito, muito,
muito, muito, mas muito foda mesmo!!!!!!!




Por: Cláudio Bettega - 10:03 AM :: | Toque o seu acorde
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Terça-feira, Dezembro 16, 2003



Laerte é muito, muito, mas muito foda mesmo!!!









Por: Cláudio Bettega - 11:30 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Dezembro 15, 2003



Acabo de sair de Matrix Revolutions. Não tenho opinião formada sobre a série, sobre o impacto na
cultura pop cinematográfica que ela causa, não sei interpretar filosofias ou pretensas
filosofias implícitas na trama. Preciso rever os filmes, ler mais sobre o assunto depois que ele
decantar melhor. Mas uma coisa eu acho:
é uma trilogia cool pra caralho!!!




Por: Cláudio Bettega - 9:30 PM :: | Toque o seu acorde
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Acho que os comentaristas deste blog entraram em greve. Estou esperando pelas reivindicações, farei o possível para
atendê-las. Aqui não há superávit de poupança estocado para atender interesses externos. Todas as idéias são
distribuídas equitativamente aos companheiros leitores.





Por: Cláudio Bettega - 9:25 PM :: | Toque o seu acorde
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poesia vadia
pedaço de carne destroçada
detrito-excremento do intestino mental
pilha de palavras bagacentas
poesia vadia
tecido podre
poema-necrópsia de idéias mortas
refúgio de refugos
porto de urubus
droga dilacerante
poesia vadia
porcaria corrosiva

18.01.2002




Por: Cláudio Bettega - 11:45 AM :: | Toque o seu acorde
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Sexta-feira, Dezembro 12, 2003



Fã é sempre suspeito pra falar.




























Por: Cláudio Bettega - 9:00 AM :: | Toque o seu acorde
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Quinta-feira, Dezembro 11, 2003






espero o amor nasça
dentro de mim
não quero ficar
só na caça
perdido, desbotado,
tomando gim
cerveja absynto
quero amor desde o
coração
até abaixo do
c(s)into
viver uma história
com alguém
que me chame de
meu bem,
meu querido,
meu amor,
minha vida
me peça sempre
um beijo
um poema um fogo
entenda minhas fugas
quando saio de mim
e me traga de volta
com carinho sem ter
fim
alguém a quem eu saiba
proporcionar felicidade
alguém que, longe,
me sinta saudade
alguém que tenha piedade,
faça caridade entenda a humanidade...
meu amor, quem (onde)
é (está) você?

11.12.2003




Por: Cláudio Bettega - 1:55 PM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Dezembro 10, 2003



Olha só minha cara de bocó anestesiado
no meio de tanta mulher linda!!





Por: Cláudio Bettega - 4:34 PM :: | Toque o seu acorde
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Meu olho quando te vê.
Teu olho dentro de mim.





Por: Cláudio Bettega - 10:09 AM :: | Toque o seu acorde
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Aahhh, a genialidade...








Por: Cláudio Bettega - 9:38 AM :: | Toque o seu acorde
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Terça-feira, Dezembro 09, 2003





Trise, minha linda
Tudi, minha querida
P_A, meu irmãozinho
Lê, meu encantamento

Vocês são dez!!!



Por: Cláudio Bettega - 4:42 PM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Dezembro 08, 2003









Por: Cláudio Bettega - 10:46 AM :: | Toque o seu acorde
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Sábado, Dezembro 06, 2003



Há semanas, num Sábado, peregrinei à noite por alguns bares, escrevendo, bebendo... e a grana se foi na cachaça (aliás, cachaça essa que não posso consumir, tomo uns remédinhos hards...). Não pude pe(a)gar o táxi (não saio com o carro da mama porque não sei dirigir) então esperei o madrugueiro até às 03:15 na praça Carlos Gomes (pobre é foda...). Sentado no banco da praça, graças a Deus sem ser importunado por pivetes, bêbados (eu era o único bêbado que a mim mesmo me importunava), prostitutas, pedintes, crentes etc, fiquei escrevendo umas coisinhas, eis as mais publicáveis (ãh???) delas:


está um calor gostoso
sinto um momento
harmonioso



quero amar uma linda mulher
será que ela existe
será que ela me quer?



vou beijar teus olhos
e te lambuzar com
meu mel
mas antes
levanta esse véu



duas horas da matina
nem ônibus
nem buzina



perdido na praça
quero mesmo é
uma cachaça



vida é o quê?
ah, tomar um frapê
na confeitaria
putz...
a Shaffer fechou
a tradição
acabou





Por: Cláudio Bettega - 10:26 PM :: | Toque o seu acorde
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Nesta semana que passou, a Secretaria de Estado da Cultura do Paraná promoveu alguns debates sobre o nosso estado, em comemoração ao sesquicentenário da emancipação política. Na Terça-feira, no auditório Brasílio Itiberê, no prédio da Secretaria, houve interessante painel a respeito da identidade paranaense. A exposição que mais me chamou a atenção foi a da professora Etelvina Trindade, que versou sobre os poetas simbolistas e o desdobramento de sua cultura em nossa história. Na Quarta houve painel sobre o Paraná Urbano, não estive presente. Na Quinta, no auditório Thomas Morus, da PUCPR, o painel foi sobre o Paraná Rural, no qual falaram um membro da Pastoral da Terra e Movimento Sem Terra e o professor e político do PT (ainda...) Claus Gerner, com uma visão extremamente Marxista do processo econômico do campo. Na Sexta-feira, ontem, estava eu em frente à universidade, no boteco, escrevendo uns poemas, quando vi um dos palestrantes do painel Paraná Político, o jornalista Luís Geraldo Mazza, chegando. Fui conversar com ele, já me apresentara em outra ocasião, meu pai foi colega de jornal dele. Conversamos sobre a vida universitária, a economia, a política. No auditório, tive a oportunidade de ouvir também meu professor de Realidade Social e Política brasileira e paranaense, Constantino Cominos, e outros importantes teóricos de nossa política. O debate muito se acalorou quando Mazza enfocou o papel dos Sem terra, a cuja forma de atuação ele é contrário. Quinta e ontem, na PUC, relembrei de meus dois tempos de universidade (lá entrei em 1989, saí em 1990 para voltar em 1992 e terminar o curso de Publicidade em 1994). Tudo muito diferente por lá, muito mais botecos - todos ainda podreras, como tem que ser -, muitas carrocinhas de Cachorro- quente, prédios novos, ampliações dos antigos... Escrevi ontem esses poemetos num boteco, antes de ver o Mazza:




o que se desdobra
na história
me dobra
me traz
força inglória
fico atordoado
nada se
encaixa
meu humor fica
em baixa




dois ou três
qualquer parco
motivo
me deprime
nada me alegra
o torpor não
se/me
redime




vejo quem não
sei o quê é
quem é
quem não é
nada é nada
o nada, às vezes,
é tudo




poesia pobre
no tumulto
aqui pouco sou
um mero
vulto




tomo cerveja
não posso fazer
isso
espero que minha médica
não veja




quem vejo?
quem é
quem vejo?
não sei,
mas merece
um beijo




pouco sei
o que sei
é que cansei







Por: Cláudio Bettega - 4:50 PM :: | Toque o seu acorde
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Sexta-feira, Dezembro 05, 2003



"Tenho andado distraído
impaciente e indeciso
e ainda estou confuso só que agora
é diferente
estou tão tranquilo e tão contente
Quantas chances disperdicei
quando o que eu mais queria
era provar pra todo mundo
que eu não precisava
provar nada pra ninguém..."


Por: Cláudio Bettega - 10:04 AM :: | Toque o seu acorde
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Quinta-feira, Dezembro 04, 2003





O Angeli tava devendo essa. Finalmente, com a perícia de sempre, ele verbovisualizou o que a gente já verbovocalizava há muito tempo.


Por: Cláudio Bettega - 10:19 AM :: | Toque o seu acorde
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Quarta-feira, Dezembro 03, 2003




hummm... que vista deliciosa pra esse parquinho!!!! mnham mnham mnham mnham mnham!!! quanta criancinha gotosinha!!!! ai, aquela menininha... uns três aninhos mnham mnham mnham olha só a outra, blusinha do Mickei mnham mnham mnham... Olha aquele gurizinho... uns sete aninhos... a blusa do... Ai!!!! Não acrediiiito!!!!! Blusinha do Peter Pan!!!!! Hummmm... paixonei!!!!
mnham mnham mnhammmmm

Por: Cláudio Bettega - 11:22 AM :: | Toque o seu acorde
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O BICHO
Manuel Bandeira


Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.




Por: Cláudio Bettega - 9:24 AM :: | Toque o seu acorde
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Terça-feira, Dezembro 02, 2003





Vou escrever este poema breve
Que seja leve
E traga a neve
Pra esfriar
Meu coração
Que não quer mais sofrer
Por você

Vou debulhar minhas lágrimas
E esquecer o sentimento
Acordar e dar risadas
E admirar o firmamento

E por fim
Vou trafegar por nuvens brandas
Descobrir o sonho e vencer
A batalha
Que é viver.

31.07.2001




Por: Cláudio Bettega - 11:16 AM :: | Toque o seu acorde
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Segunda-feira, Dezembro 01, 2003

Viva o Blogger!!! A Trise, minha amiga e templateira, seguiu as orientações dos caras. Olha no que deu!! Sumiram os comentários da janela antiga - antiga porque a Tri já colocou outra. Mantenham tudo intocado, tá certo gentes do blogger de bosta? Ou se quiserem tocar, toquem o acorde certo e resolvam a cáca que fizeram!!!! Vamos continuar, que esse Trem das Cores não pode parar. Vai aí um poema do meu amigo PAULO MATOS, integrante do grupo Epopéia, que vende poesia de forma alternativa pelas ruas de Curitiba, impressa em livretes e calendários.


Olha-me dentro dos olhos
E diz-me o que podes ver
Se olhas o meu amor
Ou vislumbras o meu querer

Queria querer-te tanto
Que querer-te me dói
Não me deixe querer-te só
Que esse amor, só, não constrói

Me deixa te amar um pouco
Que um pouco não custa nada
Vivamos nós dois nossas vidas
Juntas, não separadas




Por: Cláudio Bettega - 5:28 PM :: | Toque o seu acorde
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Cláudio Bettega (chfb)

 Nascido em Curitiba - PR (onde resido), em 12.junho.1971  

Formado em Publicidade e Propaganda.
Estudante de Teatro.
Poeta.

"O importante não é o que fazem com você, mas o que você faz com o que fazem com você"
Jean Paul Sartre

"A arte nasce a partir do momento em que viver não é mais suficiente para exprimir a vida"

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